Quem é a "BIA POR UM TRIZ"? Bia é uma das gatas, com as quais partilho a minha casa. A Bia, antes de ir para a minha casa, viveu na rua… E a minha veterinária foi-me contando pormenores que incrivelmente aconteceram com esta gata antes de vir para as minhas mãos. A Bia é uma vencedora. E apesar do abandono, Bia foi capaz de criar afeto pelos seres humanos, novamente. E por isso, foi-se criando dentro de mim, uma vontade de escrever a sua história. Assim nasceu o livro "BIA POR UM TRIZ".
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
sábado, 18 de agosto de 2018
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Casa nova, mundo novo!
Finalmente o dia de mudar de casa chegou…
Muitos pormenores surgiram na última hora, mas aos poucos,
tudo se foi organizando. Restava apenas levar os nossos três gatos, as mantas e
a caixa preferida da Diana Riscas bem como as tijelas de comida e as caixas de
areia.
Colocamos as três caixas transportadoras mesmo atrás de onde
estávamos sentados no carro. A Bia ficou ao meio, e pode ver toda a viagem, enquanto
os outros dois ficaram tapados pelo nosso assento do carro.
Esperávamos ouvir muitos miados e choros que é o que sempre
fazem quando saem de casa para ir ao veterinário.
No entanto, houve um silêncio total. Os três estavam ali,
quietos, como que a sentir o andar do carro. A viagem ainda demorou uns vinte
minutos com algumas curvas. De vez em quando falava com cada um deles, e nada.
A Bia estava ali com os olhinhos bem abertos a ver a
passagem rápida das ruas e dos carros.
Apenas a uns cinco minutos, já quase a chegar a casa, a Bia
começa a miar…
Há quem diga que os gatos têm um sexto sentido e penso que
aqui prova-se mais uma vez que eles sabem bem o que passa à sua volta.
Quando o carro parou, o silêncio voltou. Já estava a
anoitecer.
Foi-se tirando as coisas do carro, e como planeado coloquei as
caixas transportadoras, sem as abrir, na sala da nova casa, pois aí tinha
colocado um difusor tranquilizante para gatos com essências naturais.
Depois de estarmos todos em casa, com as portas e janelas
fechadas é que abri as caixas transportadoras.
Entretanto, já tinha colocado as caixas da areia e as taças
de comida, especialmente a comida húmida que eles mais gostam.
Ao centro da sala, estava a caixa preferida da Diana Riscas,
as mantas e os cobertores da antiga casa espalhados no chão.
O Jordan saiu logo da sua caixa transportadora, mas a Bia e a
Diana Riscas saíram mais devagar, olhando e cheirando tudo à sua volta.
Cheguei-lhes a comida, e cada qual comeu um pouco, mas um
pouco receosos com o que se passava à sua volta.
Quando dei por mim, já estavam todos escondidos. A Diana e o
Jordan foram para a caixa preferida e lá ficaram juntinhos na sua primeira
noite na casa nova.
A Bia foi para dentro do armário da cozinha, mas depois coloquei-a
no nosso quarto, separado dos outros dois por causa dos bufos entre eles.
A noite foi muito tranquila e nenhum deles miava.
A Bia deitou-se aos nossos pés e olhava tudo à sua volta.
Durante a madrugada senti a Bia deitada ao meu lado, muito
juntinha a dormir tranquilamente.
Já estava com muitas saudades de tê-la ali perto de mim à
noite. Na outra casa, ela tinha de dormir afastada de nós por causa do
desentendimento com os outros gatos.
Por isso, nesta nova casa, preferi dar a sala com muito mais
espaço ao Jordam e à Diana Riscas, e deixar o quarto, onde dormíamos, por ser mais pequeno para a Bia.
Enquanto que os amuos ocorressem entre eles, tinha de os
manter separados à noite e bem vigiados durante o dia.
Um dia novo começava e um novo mundo começava a erguer-se
para os meus gatos…
(Continua no próximo artigo.)
Este blogue não assume qualquer responsabilidade pelo seu conteúdo, pois é apenas uma partilha de vida, das histórias que me contam e especialmente daquilo que vivo no dia a dia com os meus gatos. Não tenho qualquer intenção de dar conselhos, especialmente veterinários. Aliás, aconselho vivamente que sempre procure a ajuda de um veterinário se notar alguma alteração nos seus amigos felinos, e nunca desista de procurar esta ajuda especializada.
Ainda tão pouco sabemos e a ciência está sempre em contínua mutação. A única coisa que nos resta é a nossa opção de vida!
Se gostou deste artigo e para acompanhar os próximos artigos, convido-te a seguir este blogue e a página do livro "Bia por um triz" em
Para saber mais sobre o livro "Bia por um triz", veja esta apresentação do livro em
Se quiser um livro autografado diretamente da autora Rosária Grácio, favor enviar uma mensagem privada na página do facebook do livro "Bia por um Triz"
"A melhor forma de ajudar os animais é adotando-os."(Rosária Gácio)
terça-feira, 31 de julho de 2018
E tudo, a carrinha de mudanças levou!!!!
(Continuação do artigo anterior -
Tirem-me tudo, mas não me tirem a caixa!)
Quando já estava prevista a nossa mudança para a nova casa,
tivemos de agendar com uma carrinha de mudanças, o transporte de todo o mobiliário e eletrodomésticos, bem como das caixas
que já se acumulavam pelos cantos, que iriam para a nova casa.
Para este dia, precisei refletir como poderia fazer isso,
mantendo a segurança dos meus gatos.
Com as caixas e os móveis a sair da porta para fora, seria
complicado ver e assegurar-me que os meus gatos estavam em segurança.
Também aprofundei este assunto com pessoas que já fizeram a mudança de casa com os seus gatos.
No meu caso, os gatos ainda teriam de esperar alguns dias,
antes de irem para a nova casa. As obras na nova casa ainda não tinham
terminado, e por isso, ainda teríamos de ficar ali, na antiga casa, pelo menos
até o fim do mês de junho.
No dia em que a carrinha de mudanças chegou, coloquei o Jordan e a Diana Riscas na casa de
Banho, fechados, com a sua areia, comida e água, para além de uma manta para dormirem,
se quisessem.
A Bia teve de ficar dentro da sua caixa transportadora no quarto,
por causa dos problemas de conflito com a Diana Riscas e Jordan, que podiam
acontecer, se estivessem juntos na casa de banho, num espaço tão pequeno.
Coloquei uma manta encima da caixa para que a Bia não se assustasse com tantas
vozes, passos e movimentos de pessoas estranhas.
E assim deixei a porta aberta para que saíssem todos os
móveis e caixas, retirando por último, tudo o que seria levado do quarto onde a
Bia estava.
Assim, para a Bia, as coisas se processaram de uma forma
muito mais rápida, sem tanto stress. Quanto à Diana Riscas e o Jordan, estes ficaram em segurança, pelo que para
além dos barulhos e das vozes estranhas, não presenciaram a retirada dos
móveis e das caixas.
Tudo decorreu em pouco mais de três horas.
Logo que tudo
já tinha ido para a carrinha de mudanças, soltei a Bia no seu quarto e
igualmente abri a porta da casa de banho onde estavam o Jordan e a Diana Riscas.
Para a Bia, tudo o que importava era a sua mantinha que
deixei no chão para ela se deitar, bem como a sua comida, água fresca e areia.
O Jordan quando viu tanto espaço vazio começou a cheirar
tudo e a andar de um lado para o outro. A Diana Riscas procurou logo a sua
caixa de papelão e a sua caixa transportadora.
Também ali, onde estavam o Jordan e a Diana Riscas, espalhei algumas mantas e
cobertores pelo chão vazio para que os meus gatos não tivessem tanto stress com
a casa vazia.
Fiz questão de deixar sempre ligado um difusor daqueles que relaxam os gatos, indicados para estes momentos de stress.
Infelizmente tive de os deixar sozinhos porque era preciso
levar as coisas para a nova casa.
Ao fim da tarde, voltamos para a casa antiga e os encontrei calmos.
Houve coisas que deixei para levar por último. Penso que é
importante deixar as coisas que os nossos gatos mais gostam para serem levadas
conjuntamente com eles. Por isso deixei a caixa de papelão da Diana Riscas, o
arranhador, as caixas transportadoras, e também os nossos cobertores e edredons da cama
onde eu e meu marido dormíamos.
Nos dias seguintes, outras coisas sairiam da casa, especialmente
as que se destinavam a serem doadas a associações, que lá foram nos dias
posteriores.
Entretanto, cada vez mais senti uma alteração no
comportamento dos meus gatos.
O Jordan e a Diana Riscas começaram a ficar mais quietos,
dentro das suas caixas transportadoras, ou então iam se recolher dentro da caixa
de papelão.
Quanto à Bia, surpreendeu-me a forma como ela logo se
acostumou com aquele ambiente vazio de móveis, querendo entrar em contacto com
o Jordan e a Diana Riscas, sem tantos receios.
Não senti da parte da Bia a necessidade de se recolher na
sua caixa transportadora, antes, pelo contrário, o que ela mais desejava era ir
cheirar todos os recantos vazios, como se o espaço estivesse liberto das
memórias que a stressavam anteriormente.
Ao mesmo tempo, a Bia já tinha tomado a sua medicação quanto
ao problema urinário que tinha, pelo que, julgo que já não se sentia tão incomodada,
pelo que aceitava melhor a companhia do Jordan e da Diana Riscas.
Penso que foi muito importante ter deixado as mantas com o cheiro
meu e deles pela casa, como forma de atenuar os espaços vazios que iam cada vez
mais aumentando na casa.
Para alguns gatos, as coisas que existem na casa têm um
significado especial. É comum ouvir-se dizer que os gatos gostam da casa e não do dono. Eu não concordo com esta afirmação, pois cada vez mais concluo, pelo que vivo com os meus gatos, que o que realmente
interessa a eles, é estar junto de quem mais amam, e por isso, eles valorizam
as coisas onde estão e sentem, o cheiro dos seus tutores e dos seus companheiros.
No livro “Bia por um triz”, há uma parte em que refiro esta peculiaridade
dos gatos se afeiçoarem às coisas da casa por causa dos donos:
“Porém, eu gostava muito da companhia dos meus donos. Queria
muito estar perto deles. Um dia quis demonstrar o meu amor pelos meus donos.
Então, eu fui ao sofá onde eles se sentavam todos os dias para ver televisão.
Senti o seu delicioso cheiro... Ah, como gostava do cheiro dos meus donos! Espreguicei-me
e rocei as minhas unhas na pontinha do sofá... Ups!!! Fiz asneira! Gritaram
comigo! Enxotaram-me da casa. Mas eu sempre voltava...”
(Livro “Bia por um Triz” – Página 20)
Os gatos gostam de se sentir confortáveis onde estão, e por
isso, os cheiros dos que mais amam, os deixa mais tranquilos.
A meu ver, o que deixa
mais tranquilo um gato é sentir a presença dos seus tutores, e por isso, eles
são tão agarrados ao que faz parte do ambiente onde estão, como se fosse um refúgio seguro e eterno.
Entretanto, estava a chegar o dia decisivo em que finalmente
eles iriam connosco para a nova casa.
Beijinhos da Bia e até o próximo artigo!
Este blogue não assume qualquer responsabilidade pelo seu
conteúdo, pois é apenas uma partilha de vida, das histórias que me contam e
especialmente daquilo que vivo no dia a dia com os meus gatos. Não tenho
qualquer intenção de dar conselhos, especialmente veterinários. Aliás,
aconselho vivamente que sempre procure a ajuda de um veterinário se notar
alguma alteração nos seus amigos felinos, e nunca desista de procurar esta
ajuda especializada.
Ainda tão pouco sabemos e a ciência está sempre em contínua
mutação. A única coisa que nos resta é a nossa opção de vida!
Se gostou deste artigo e para acompanhar os próximos artigos, convido-te a seguir este blogue e a página do livro "Bia por um triz" em
Para saber mais sobre o livro "Bia por um triz", veja esta apresentação do livro em
"A melhor forma de ajudar os animais é adotando-os."(Rosária Gácio)
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Tirem-me tudo, mas não me tirem a caixa!
Quando comecei a levar algumas coisas para a casa nova,
comecei a colocar algumas delas em caixas para melhor ficarem organizadas.
E claro, eram estas caixas que iriam ser levadas nos primeiros dias da mudança de casa.
Os gatos são loucos por caixas, e por isso, logo reparei que, ao ver as caixas ali nos cantos da casa, eles iam logo aguçar as unhas no papelão como se elas fossem mais um brinquedo que ali estava. Tive de colocar mantas encima das
caixas para as proteger senão, passados alguns dias, as caixa já estavam desfeitas.
Uma das caixas foi tão danificada, que aos poucos apareceu uma espécie de buraco numa das laterais, e quando me dei conta, reparei que ali a Diana Riscas
começou a esconder-se para dormir e fazer de esconderijo.
Chegou então o dia em que tive de levar a tal caixa, e
então deparei-me com uma situação bem curiosa.
A Diana Riscas, quando se deu conta que a sua caixa de esconderijo tinha desaparecido, começou a bufar para o Jordan, meteu-se
debaixo da cama e começou a bufar para todos os cantos.
Até quando me viu, a Riscas fugiu assustada como seu eu fosse uma desconhecida para ela.
Desde que adotei a Diana Riscas, percebi que o seu comportamento é muito instável e altera-se a qualquer alteração do ambiente. A Diana Riscas não gosta de mudanças.
Claro que inicialmente não percebi o porquê dela estar a
fazer tudo aquilo.
Entre as viagens de uma casa para a outra, fui meditando e
aprofundando a questão.
Então, quando retornei a casa, abri uma caixa, fiz uma
espécie de porta lateral com um buraco parecido com o que a outra caixa tinha, enchi com
mantas e cobertores, que seriam os últimos a serem levados para a casa nova, e
coloquei a caixa exatamente onde estava a outra.
A Diana Riscas quando viu a caixa, ficou logo entusiasmada. Cheirou
a caixa toda e depois viu o buraco e logo lá entrou.
A partir de então, acabaram-se os bufos e as mudanças de
humor da Diana Riscas. Aliás, nesta caixa, muitas das vezes iria encontrar não só a Diana Riscas como o seu amigo inseparável, o Jordan.
Esta caixa foi a última a sair da casa antiga, e veio com
eles quando nos mudamos de vez para a casa nova.
Durante todo o tempo em que a mobília e as caixas iam saindo aos
poucos, Jordan e Riscas tinham o refúgio da caixa de papelão e da suas
respetivas caixas transportadoras.
À medida que a casa ia se esvaziando, quase sempre os via ali
dentro das suas caixas transportadoras.
Claro que dizem que os gatos não podem ver as coisas a sair
da casa, mas por várias razões particulares, não conseguimos fazer esta mudança de casa de uma
só vez.
Acho que no caso dos meus gatos, isso de fazer tudo mais
devagarzinho, foi uma readaptação lenta à nova realidade que os esperava, e até foi menos penoso para eles.
Cada gato interagiu com estas mudanças de uma forma
diferente.
A Diana Riscas adotou aquela caixa de papelão como refúgio, pelo que qualquer coisa que saísse já não lhe importava desde que esta caixa lá estivesse.
O Jordan olhava tudo com uma certa inquietação. Tive de lhe dar
um relaxante natural indicado para os gatos, após aconselhar-me com a veterinária, para ele
não ficar tão ansioso.
Penso que o Jordan demonstrou um medo de ser abandonado
novamente. As coisas a saírem de casa aos poucos deu-lhe uma espécie de pânico no início, mas depois foi vendo que nós estávamos lá e ele acalmava.
E a Bia?
Como sabem, a Bia estava separada do Jordan e da Diana Riscas
porque ela foi rejeitada por eles. Vários motivos levaram a
este comportamento que ainda estou a avaliar, e por isso, ainda não escrevi um
artigo sobre este assunto de uma forma mais clara.
No entanto, isso pode acontecer, e soube de casos de outras pessoas
que têm gatos, que pode haver uma separação entre eles, e até mesmo uma definição
muito rígida quanto ao que cada um tem num mesmo território.
Os gatos podem se dar bem durante anos, e de uma hora para a outra, criarem assim uma espécie de fronteira entre eles. Entender estas alterações depende essencialmente dos acontecimentos que antecederam esta mudança de comportamento. Por vezes, existem razões de saúde, outras vezes, a alteração rápida dos seus hábitos diários sem uma prévia adaptação, também pode ser uma das causas.
Os gatos podem se dar bem durante anos, e de uma hora para a outra, criarem assim uma espécie de fronteira entre eles. Entender estas alterações depende essencialmente dos acontecimentos que antecederam esta mudança de comportamento. Por vezes, existem razões de saúde, outras vezes, a alteração rápida dos seus hábitos diários sem uma prévia adaptação, também pode ser uma das causas.
Mas adiante, pois o assunto deste artigo é como cada um dos meus
gatos foi reagindo à mudança das coisas da casa antiga para a nova, de forma
gradual.
No início a Bia não sentiu muito, aliás, como ela estava num
quarto separado, não via as coisas a sair da porta fora, como os outros.
No entanto, ela foi vendo que os armários esvaziaram, que as
caixas eram colocadas umas encima das outras num dos cantos do quarto.
No início, ela deu
cabo de algumas caixas, pois a Bia adora raspar as unhas nas caixas e arrancar o
papelão às dentadas. Uma caixa ao lado dela não dura nem uma semana, sem que
fique toda aos pedaços.
E por isso, também ali comecei a colocar cobertores e mantas
a cobrir as caixas para protege-las.
Isso de colocar esses cobertores e mantas é importante porque
ficam com o cheiro deles. Pelo que aprendi com outras pessoas que passaram o
mesmo com mudanças de casa com gatos, deixar estas mantas com o cheiro deles, para depois espalha-los na casa nova, para readapta-los, é muito importante.
E realmente, assim foi uma maneira de sempre os manter
com os cheiros deles na casa antiga, mesmo sem os móveis e as outras caixas que
iam saindo lentamente para a casa nova.
Com a casa vazia, a Bia começou a ter interesse em visitar
os outros cômodos da casa. Aliás, ela fazia questão de ir ver exatamente os
espaços vazios, cheira-los, e assim sentir que esta dimensão do vazio, também de
certa forma, a libertava das memórias antigas.
A dado momento, por alguns instantes até a questão da falta
de entendimento entre os meus três gatos ia também se resolvendo, porque havia
mais espaço para andarem de um lado para o outro, e menos coisas que uns e outros pudessem dominar.
Cada vez mais, acredito que os gatos gostam de liberdade e
por isso, a questão do espaço, especialmente para alguns gatos, é importante.
Claro que os queremos salvaguardar dos males da rua, e sim,
devemos os manter no perímetro da nossa casa. Se cada tutor guardasse o seu gato
essencialmente neste círculo de proteção, muitas situações de perigo não se
passariam com eles, como os atropelamentos, envenenamentos e contágio de doenças
por causa das lutas e disputas de território na rua.
No meu livro “Bia por um Triz” tenho alguns capítulos
dedicados a esta vida de um gato de rua, e aos perigos não só ambientais, mas
essencialmente, os mais graves, que se prendem para a falta de um habitat
natural para eles nas grandes cidades, onde eles são deixados à sua sorte e
risco, na maior parte das vezes.
“Na rua, temos de ficar maus para sobreviver. Os gatos de
rua são mais ariscos porque já sofreram muito e são muito desconfiados. Também eu tive de aprender a ser desconfiada. Escondia-me
depressa, pois desconfiava dos outros gatos e ainda mais dos humanos. Tornei-me numa gata bravia, pois só assim
podia roubar a comida dos outros gatos. Aprendi a usar as unhas. Eu arranhava a todos que se aproximam de mim,
sejam gatos, sejam humanos.”
(Página 31 do Livro “Bia por um Triz”)
O Jordan e a Bia foram gatos de rua, e por isso eles sabiam
e temiam estas mudanças do ambiente, no entanto, cada um deles lidou com esta
alterações com um comportamento diferente.
Por sua vez, a Diana Riscas pareceu-me muito mais presa às
coisas da casa, pelo que a ausência delas lhe causou um impacto muito maior. A Diana Riscas nunca viveu na rua, foi adotada ainda muito jovem e, por isso, esta questão do que vai para além da porta de casa é uma incógnita.
Mas a mudança de casa ainda só estava no seu início, e ainda
muito mais aconteceria nesta mudança gradual que irei continuar a partilhar
convosco, especialmente quando nos últimos dias, a casa ficou realmente vazia
de quase tudo.
Beijinhos da Bia e até o próximo artigo!
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quinta-feira, 19 de julho de 2018
Mudar de casa, e agora, Bia!
Já algum tempo pensava em mudar de casa. Meu apartamento era
pequeno e estava localizado num local muito movimentado em trânsito, o que para
mim, devido à deficiência visual é muito complexo.
Depois, a alteração do comportamento dos meus gatos, nos últimos meses, poderia estar ligada a este factor de pouco espaço de um apartamento, que estava dificultando um
melhor entendimento entre eles.
Cada gato é um gato, e tenho percebido que a personalidade
de cada um deles varia muito.
Desde que vimos a nova casa, eu e meu marido imaginamos logo os
nossos gatos ali, a andar de um lado para o outro, sem estarem presos a um
apartamento pequeno e fechado.
Esta novidade da casa nova também iria mudar os hábitos dos
meus gatos, e por isso, fui me aconselhando com a veterinária que cuidou da Bia.
E também li vários artigos de especialidade na área, sobre as maneiras dessa mudança ser a
mais adequada para os meus gatos, sem que corra o risco deles fugirem.
O que li foi que alguns deles têm tendência a quererem voltar
à antiga casa, e alguns até fogem do novo ambiente à procura dos cheiros que estavam
na casa antiga.
Primeiramente, comecei a retirar as coisas devagar da casa antiga,
deixando sempre mantas, cobertores e edredons para eles ali dormirem e deixarem
o seu cheiro.
Como tive de fazer obras na nova casa, a mudança teve de ser
gradual.
Desde estas primeiras mudanças iniciais reparei então que, diante de mim, estavam três gatos que foram lidando com esta mudança de casa, uma
forma diferente.
E nos próximos artigos irei partilhar o que me foi
acontecendo no meu caso concreto.
Realmente os gatos surpreendem-nos sempre.
Realmente os gatos surpreendem-nos sempre.
Sim, cada gato é um gato e como disse uma amiga que também
têm gatos, temos de estar atentos, pois só quem lida com eles
todos os dias, é que realmente os pode perceber e assim melhor pode ajuda-los.
Então, no próximo artigo começarei com o caso da caixa da
Diana Riscas…
Até o próximo artigo e beijinhos da Bia.
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