terça-feira, 30 de abril de 2019

Amor de gato






Partilho um vídeo com a Mariana... esta gatinha que nem parece a mesma desde que me adotou... Partilho a sua história não para falar de mim, mas sim que existem muitas "Marianas" perdidas e abandonadas na rua... podem estar até doentes e acharmos que não vale a pena salva-los,,,, Mas sempre vale a pena retira-los da rua, cuidar da sua saúde e alimentação... e então eles se revelam tão gratos... não há nada que pague o amor que o gato nos retribui...

terça-feira, 23 de abril de 2019

Ah, se o meu gato fosse tão meigo quanto o seu!





Na nova casa, alguns vizinhos ficam entusiasmados de ver o Jordan sempre afável e carinhoso para com todos. Estranhos ou não, lá vai ele cheirar e roçar-se um pouco na roupa, e às vezes, se não lhe dão atenção, com a pata, começa a pedir mimos como que a dizer: - Estou aqui, não me fazes festas?

Num desses dias, um vizinho que me veio visitar disse:
“- Ah, se o meu gato fosse tão meigo quanto o seu!”

Realmente ver assim o gato Jordan, que ultimamente tem sido apelidado de gato-cão, por ser tão grande e andar sempre atrás das pessoas, que cá vem a casa, não imagina como ele chegou até nós, e  nem como foram os primeiros tempos do Jordan conosco.

Quem vê agora o Jordan, deve pensar que um gato se torna assim meigo por acaso, ou porque sempre foi assim, e por isso o adotamos.

Por isso vou contar um pouco de como o Jordan apareceu na nossa vida…
Depois de adotarmos a Bia, percebemos que tínhamos em casa duas gatas muito sociáveis. Foi para nós impressionante como que a Bia, adotada já adulta, e sendo uma gata de rua, deu-se tão bem com a Lady, também adulta e adotada de pequenina e que estava na nossa casa já há mais de dez anos. Eu já contei um pouco de como foi essa história de amizade entre a Bia e a Lady neste blogue. Se ainda não leu estes artigos, convido-lhe a conhecer esta linda história clicando aqui.

Por isso, ao ver que tudo correu tão bem entre a Bia e a Lady, resolvemos adotar outra gata… pelo menos, essa era a nossa intenção…

Quando fomos ver alguns gatos já adultos para adoção, um especialmente, de cor cinza e olhos azuis, agarrou-se ao meu marido, com tanto carinho que parecia já nos conhecer há muito tempo…

Mas era um gato e não uma gata.

Meu marido tinha adotado em seus tempos de criança, um gato, que por vários motivos, talvez até a falta de castração que na altura ainda não era muito divulgada, fez muitas asneiras em casa, especialmente xixi fora da caixa, obrigando a que o gato fosse dado a outra família com um quintal por causa da sua “falta de higiene”.

E assim, o meu marido e seus pais só adotaram gatas desde esta má experiência com gatos machos…

Porém, quando aquele gato cinzento abraçou o meu marido, e por mais boa impressão que ele causou, não foi o suficiente para o adotarmos.

Voltamos para casa. 

Porém, os dias passaram, e a imagem daquele gato que se abraçou ao meu marido não nos saiu mais do pensamento.

Por mais que quiséssemos evitar, não foi possível esquecer a ternura daquele grande gato cinzento, já adulto que ali estava para adoção.

E foi assim que adotamos o Jordan.
Apesar do imenso carinho que o Jordan dedicou-nos no primeiro contacto, depois que chegou a nossa casa, tornou-se um gato reservado e de poucas festas.

Mal chegou em casa, deu-se logo bem com a Bia e a Lady, e já todos dormiam juntos passada a primeira semana.

O Jordan é um gato muito sociável com novas gatas especialmente. Atualmente, é o único que já cumprimenta e se dá com a Marina, a mais nova da casa.

Claro que outros gatos virem ao nosso quintal, isso já é outra história… Mas desde que conheço o Jordan, ele gosta muito de gatas, mesmo sendo novas na casa …

Mas voltando ao tempo em que o Jordan foi adotado, posso dizer que nos admiramos bastante pelo facto de em casa ter-se tornado um gato mais isolado das pessoas, especialmente as estranhas que nos vinham visitar.

Mesmo quando lhe damos o nome, só se dava pelo “psssppsss” como se faz aos gatos de rua.

Sim, o Jordan também andava na rua, antes de ser colocado para adoção. Não se sabe bem a idade dele porque já era adulto quando foi encontrado a vaguear num parque de merendas como nos disseram.

Outra peculiaridade é que o Jordan detestava estar ao colo. Quando o tentávamos agarrar ao colo, estremecia e dava um salto que até podia nos magoar com as unhas.

No início, o Jordan também tinha o vício de morder, especialmente as outras gatas quando estavam aonde ele queria estar. Ou então, se brincávamos muito com ele, de uma hora para a outra, nos mordia.

Com o tempo, eu comecei a usar a frase “Não faz!” que é a frase que eu uso para indicar quando os meus gatos fazem algo que não gosto. Depois de lhe dizer “não faz” algumas vezes, fico sem olhar ou fazer carinho ao gato que fez algo de errado, por algum tempo, para que ele perceba que não gostei do que ele fez.
Foi assim que o Jordan foi percebendo que quando se portava bem, ganhava carinho, e quando se portava mal, era ignorado.

Aos poucos, o Jordan foi se deixando estar ao colo, cada vez mais, por mais tempo.

Depois foi interagindo conosco de uma maneira totalmente diferente do que faz as outras gatas.

O jordan, quando precisa de algo, faz questão de colocar a pata para nos dizer que está ali.

No início, quando ele colocava a pata, magoava-nos, pois o Jordan é um gato robusto e suas unhas são aguçadas.  Mas aos poucos, fui dizendo que “assim, não!” e, após várias tentativas frustradas, ele aos poucos percebeu como colocar a pata sem nos magoar.

Apesar de vez em quando, esquecer-se e ainda abrir a boca para querer morder, depois de lhe dizer-lhe: - Para!, não chega a morder, quando se apercebe que vai magoar-nos ou magoar a Bia ou a Diana.

Nos últimos tempos, tenho percebido que o Jordan cada vez mais quer o seu espaço junto a nós, pedindo o seu momento de mimos, deixando-se no colo como se ainda fosse um bebé … 

Gosta imenso de festas na sua barriga e no pescoço. E quando dou por mim, ele agarra com as patas a minha mão para adormecer assim enroscado, com a barriga para cima, parecendo sorrir de contentamento…

Por que o Jordan se tornou este gato tão meigo?

Penso que os gatos são capazes de mudar o seu comportamento porque nos amam…  O Jordan é um bom exemplo disso. Se olharmos para o Jordan, ele é um gato muito grande e forte, com afiadas garras, e não deixa que lhe cortem as unhas.

O Jordan não gosta de medicamentos, e nem de veterinários… Houve uma altura em que levei o Jordan a um veterinário que teve medo de lhe dar a vacina e perguntou-me: - Ele é dócil? E nem lhe conseguiu dar o desparasitante, porque percebeu que o Jordan só confia em nós e torna-se desconfiado de quem se aproxima e não conhece.

Por isso, se o Jordan é um gato dócil, é porque nos ama tanto que não nos quer deixar, e nem quer que o deixemos. Penso que este é o segredo de um gato dócil.

Ame o seu gato e dê o tempo que ele precisa para que ele perceba que pode confiar em si e tenho certeza que vai se surpreender …

Eu, pessoalmente, cada vez mais me surpreendo com o Jordan e penso que esta história de um gato que era desconfiado e depois lentamente tornou-se um gato companheiro não é única…

Por isso, espero que esta partilha de vida possa fazer de muitos “Jordan” que andam aí abandonados à sua sorte, por serem ariscos e desconfiados, talvez sejam na verdade, gatos tão dóceis que apenas escondem o que são por medo e falta de confiança no amor humano.

Beijinhos do Jordan, da Bia, da Diana e da Mariana.
(Texto de autoria de Rosária Grácio)

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 "A melhor forma de ajudar os animais é adotando-os."
 (Rosária Gácio)

quarta-feira, 3 de abril de 2019

E a Bia, como está?





Muitas pessoas têm perguntado porque eu não tenho estado muito nas redes sociais e tenho escrito poucos artigos neste blogue.

Não é falta de assunto, antes pelo contrário. Desde que mudamos de casa, tenho sentido cada vez mais o quanto toda esta alteração do espaço renovou as nossas vidas.

Tenho muito que contar e escrever...

As obras na casa nova finalmente acabaram, mas as arrumações não. A par disso, no mês de fevereiro perdi a minha querida tia que morava perto dos meus pais e logo a seguir a minha grande amiga Milú que era um exemplo de superação para mim porque apesar de ser cega, ensinou-me que a falta de visão física não nos tira a autonomia.

Este luto que nos últimos tempos vivi, a par de toda a agitação que envolve limpar e arrumar tudo, mesmo assim, tento aproveitar todos os tempos livres para conviver com os meus gatos.

Neste momento também temos 3 galinhas: a Rosa, a Rita e a Coragem.

Também temos dois casais de canários e 3 agapornis.

Porém, toda esta dinâmica de aves e gatos não é estranho para a Bia, o Jordan e a Diana Riscas. Na antiga casa, sempre tivemos canários.

O problema é a Mariana.


Sim, a Mariana está agora uma gata muito ativa, cheia de vida, e muito… muito curiosa. Por isso, por mais que lhe peçamos, ela não deixa de subir até a gaiola porque é um instinto mais forte que ela.

São os seus instintos e a sua curiosidade.

Os agapornis, apesar de serem aves, têm um bico aguçado e pode realmente magoar os curiosos de quatro patas que se aproximarem deles.

Entretanto, ainda mantenho a Mariana separada dos outros três gatos por uma razão ainda mais forte. Ao fazer os exames, detectou-se que ela tem a Sida dos gatos. Ainda vai refazer o teste aos seis meses, mas entretanto, entrou em cio e terá de ser castrada ainda mais cedo do que se previa.


Já estive a ler muito sobre a Sida dos gatos, e há quem diga que as probabilidades de contágio são mesmo pequenas quando os gatos se dão bem uns com os outros e não há brigas e nem relações sexuais.

Mas prefiro ser cautelosa nestas coisas de probabilidades e estimativas.

A Mariana já nos adotou e tem de ter o seu espaço.


Por isso, o que tenho tentado nestes últimos meses é pensar numa alternativa de os manter separados, com toda a segurança.


Por isso, desculpo-me se tenho tido pouco tempo para escrever, mas penso que este blogue deve ser uma partilha de vida e não uma partilha de opiniões.

Desde que criei este blogue, o meu interesse é partilhar esta boa notícia de adotarmos um gato e ter um amigo para toda a vida.

É possível esta convivência entre os seres humanos e estes felinos que nos impressionam muito com a sua forma de nos amar.

Não podemos é desistir dos desafios da vida. O luto das pessoas que amamos chamam-nos a atenção para o quanto a nossa vida é passageira e só o amor é que transforma o mundo e constrói. De resto, tudo passa e nos é tirado, quando menos esperamos.

Então aproveitemos muito este momento para olhar quem está ao nosso lado, que nos olha e precisa de nós. É este quem deve ser o foco da nossa vida.

Até o próximo artigo e façam os outros felizes hoje!